
No Saia Justa de hoje o Eduardo Giannetti estava falando sobre como o ser humano costuma ter a percepção de que é melhor do que os outros. Julgamos que as coisas erradas estão sempre fora e que não fazemos parte delas.
Ele fala que se o ser humano tivesse a oportunidade de "sair de si" e se observar, teria a clara percepção de que faz o que condena na atitude do outro.
Vale a pena assistir o vídeo.
Ao final do programa eu mudei de canal e no BIS estava passando um show com o Claudinho ( ou seria o Bochecha?) e o Belo.
Imediatamente eu mudei de canal porque não gosto do Belo, acho um absurdo o fato dele ter se envolvido com o tráfico e considero pior ainda as pessoas que ainda vão aos shows dele. Soltei um "aff!"
Mudei de canal e me senti mal.
Lembrei do quanto o critiquei na época do crime, tanto a ele quanto ao Edmundo, o Alexandre Pires e o Thor Batista quando atropelaram e mataram uma vítima por excesso de velocidade ou por dirigirem alcoolizados (não lembro bem quem fez o quê). Lembrei também de algo mais recente como as minhas críticas ao Marco Feliciano (que não me representa, mas se está lá é porque foi eleito democraticamente e representa parte do povo brasileiro, tanto quanto o Cesar Maia, toda a família Garotinho e o Tiririca).
Essa reflexão não "desceu redonda" porque tive a clara percepção de que esta minha atitude de criticar e acusar ferrenhamente o outro não é correta. Pensei aqui com os meus botões: "Eu já dirigi alcoolizada, eu checo o twitter da lei seca para fugir da blitz quando bebo um pouquinho. Eu dirijo cantando e mandando mensagem no celular. Eu dirijo falando ao telefone. Eu dirijo acima do limite de velocidade e ontem mesmo eu escapei de um acidente de trânsito." Assim como eles, eu poderia ter causado um acidente grave e apesar de eu ter a sorte de nunca ter atropelado ou matado ninguém, eu assumi ( e assumo) o risco de causar um acidente.
Então porque tanto ódio neste coraçãozinho na hora de julgar o outro?
Alguém me disse outro dia algo meio difícil de aceitar mas que ecoou como verdade no meu ser. Foi mais ou menos assim:
"Você só reconhece no outro o reflexo do que existe em você"
Fui pesquisar e descobri a Psicologia da Projeção de Freud que fala que a projeção é um mecanismo de defesa pois tudo que nos incomoda muito e não vemos ou não admitimos em nós mesmos, projetamos no outro.
Seguindo esta linha, podemos dizer que o outro é o nosso espelho e somos espelhos dos outros e refletimos nele os nossos defeitos e qualidades.
É triste aceitar mas se você pensar bem vai perceber que o que te irrita no outro está em você de alguma forma. Eu por exemplo me irrito facilmente com pessoas que falam demais (qualquer semelhança é mera coincidência. hahahah!).
Ultimamente eu tenho tido vários ensinamentos sobre isso.
Recentemente estava conversando com um amigo Guru e falava sobre a minha indignação quando vejo alguém jogando lixo no chão, que eu tenho vontade de sair do carro, pegar o lixo e jogar de volta no carro da pessoa. Obviamente isso não é sensato e ele me disse:
"Aline, eles não tem a sua consciência. Não vai adiantar fazer isso porque eles simplesmente não reconhecem isso como errado"
Incrível!É verdade! Quem é vegetariano e já tem uma consciência maior sobre energia, o papel dos alimentos, o sofrimentos dos animais no momento do abate e já alcançou a maravilhosa evolução de não comer mais bichinhos deve me achar uma ignorante por gostar de carne. E infelizmente não vai adiantar a pessoa gritar comigo e jogar um bife na minha cara. Eu simplesmente não vou parar de comer carne ( por enquanto!).
E o que fazer? Ele disse para enviarmos amor e consciência para essas pessoas e pararmos de reclamar, acusar e xingar os nossos irmãos porcos, ou melhor, pouco conscientes. Vamos apenas ajudar a conscientizar.
E com relação aos outros julgamentos que fazemos?
Não vejo outra solução alem de vigiar os seus pensamentos, palavras e ações. A eterna vigilância é a solução.
E se você tropeçar, eu sugiro que você aplique o Ho'oponopono.
O Ho'oponopono é uma técnica de meditação havaiana que ativa um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação através de um pedido à energia de amor universal para cancelar e substituir as energias tóxicas por uma vibração pura de amor. É super fácil de fazer e bem forte.
Eu faço no trânsito, no meio de uma reunião, no banheiro, no banho, na aula, em qualquer lugar.
Seguem algumas informações sobre o tema:
Livro - Limite Zero, Joe Vitale
Videos: http://youtu.be/B2PbRosVeZ4
Sinto Muito. Me perdoe, por favor. Eu te amo. Obrigada
Beijos
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