quinta-feira, 18 de abril de 2013

Vamos virar pipoca!


Eu recebi este texto do Rubem Alves recentemente e achei incrível.  Fiquei pensando que muitas vezes evitamos o sofrimento a todo custo e ficamos adiando eternamente resolver uma situação para não nos defrontarmos com ela e acabamos perdendo a chance de aprender com este ensinamento e evoluir.
Muitas vezes preferimos o conforto do nosso lugar comum às surpresas do desconhecido! Eu me incluo nesta reflexão e acho que já está na hora de estourar esta pipoca!

O milho da pipoca

 A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.
O milho de pipoca não é o que deve ser.
Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
 Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem.
Acham que é o seu jeito de ser, mas de repente, vem o fogo.
 O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.  Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
 Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece:
Bum!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisas mais maravilhosas do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada.
Seu destino é o lixo.



Como evitar o julgamento?


No Saia Justa de hoje o Eduardo Giannetti estava falando sobre como o ser humano costuma ter a percepção de que é melhor do que os outros. Julgamos que as coisas erradas estão sempre fora e que não fazemos parte delas.
Ele fala que se o ser humano tivesse a oportunidade de "sair de si" e se observar, teria a clara percepção de que faz o que condena na atitude do outro.
Vale a pena assistir o vídeo.


Ao final do programa eu mudei de canal e no BIS estava passando um show com o Claudinho ( ou seria o Bochecha?) e o Belo.
Imediatamente eu mudei de canal porque não gosto do Belo, acho um absurdo o fato dele ter se envolvido com o tráfico e considero pior ainda  as pessoas que ainda vão aos shows dele. Soltei um "aff!"
Mudei de canal e me senti mal.

Lembrei do quanto o critiquei na época do crime, tanto a ele quanto ao Edmundo, o Alexandre Pires e o Thor Batista quando atropelaram e mataram  uma vítima por excesso de velocidade ou por dirigirem alcoolizados (não lembro bem quem fez o quê). Lembrei também de algo mais recente como as minhas críticas ao Marco Feliciano (que não me representa, mas se está lá é porque foi eleito democraticamente e representa parte do povo brasileiro, tanto quanto o Cesar Maia, toda a família Garotinho e o Tiririca). 

Essa reflexão não "desceu redonda" porque tive a clara percepção de que esta minha atitude de criticar e acusar ferrenhamente o outro não é correta. Pensei aqui com os meus botões: "Eu já dirigi alcoolizada, eu checo o twitter da lei seca para fugir da blitz quando bebo um pouquinho. Eu dirijo cantando e mandando mensagem no celular. Eu dirijo falando ao telefone. Eu dirijo acima do limite de velocidade e ontem mesmo eu escapei de um acidente de trânsito." Assim como eles, eu poderia ter causado um acidente grave e apesar de eu ter a sorte de nunca ter atropelado ou matado ninguém, eu assumi ( e assumo) o risco de causar um acidente.

Então porque tanto ódio neste coraçãozinho na hora de julgar o outro?

Alguém me disse outro dia algo meio difícil de aceitar mas que ecoou como  verdade no meu ser. Foi mais ou menos assim:

"Você só reconhece no outro o reflexo do que existe em você"

Fui pesquisar e descobri a Psicologia da Projeção de Freud que fala que a projeção é um mecanismo de defesa pois tudo que nos incomoda muito e não vemos ou não admitimos em nós mesmos, projetamos no outro.
Seguindo esta linha, podemos dizer que o outro é o nosso espelho e somos espelhos dos outros e refletimos nele os nossos defeitos e qualidades.

É triste aceitar mas se você pensar bem vai perceber que o que te irrita no outro está em você de alguma forma. Eu por exemplo me irrito facilmente com pessoas que falam demais (qualquer semelhança é mera coincidência. hahahah!).

Ultimamente eu tenho tido vários ensinamentos sobre isso.
Recentemente estava conversando com um amigo Guru e falava sobre a minha indignação quando vejo alguém jogando lixo no chão, que eu tenho vontade de sair do carro, pegar o lixo e jogar de volta no carro da pessoa.  Obviamente isso não é sensato e ele me disse:

 "Aline, eles não tem a sua consciência. Não vai adiantar fazer isso porque eles simplesmente não reconhecem isso como errado"

Incrível!É verdade! Quem é vegetariano e já tem uma consciência maior sobre energia, o papel dos alimentos, o sofrimentos dos animais no momento do abate e já alcançou a maravilhosa evolução de não comer mais bichinhos deve me achar uma ignorante por gostar de carne. E infelizmente não vai adiantar a pessoa gritar comigo e jogar um bife na minha cara. Eu simplesmente não vou parar de comer carne ( por enquanto!).

E o que fazer? Ele disse para enviarmos amor e consciência para essas pessoas e pararmos de reclamar, acusar e xingar os nossos irmãos porcos, ou melhor, pouco conscientes. Vamos apenas ajudar a conscientizar.

E com relação aos outros julgamentos que fazemos?
Não vejo outra solução alem de vigiar os seus pensamentos, palavras e ações. A eterna vigilância é a solução.
E se você tropeçar, eu sugiro que você aplique o Ho'oponopono.

O Ho'oponopono é uma técnica de meditação havaiana que ativa um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação através de um pedido à energia de amor universal para cancelar e substituir as energias tóxicas por uma vibração pura de amor. É super fácil de fazer e bem forte.
Eu faço no trânsito, no meio de uma reunião, no banheiro, no banho, na aula, em qualquer lugar.

Seguem algumas informações sobre o tema:
Livro - Limite Zero, Joe Vitale

             http://youtu.be/A00E7CrPpns

Sinto Muito. Me perdoe, por favor. Eu te amo. Obrigada
Beijos